17/09/2019 às 15h29min - Atualizada em 17/09/2019 às 15h29min

Seminário Estadual debate a Qualidade e Segurança do Paciente

Da Assessoria
Da Assessoria
A Secretaria de Estado da Saúde promove, nesta quinta e sexta-feira (19 e 20), o Seminário Integrado de Qualidade e Segurança do Paciente. O evento marca o Dia Mundial de Segurança do Paciente, comemorado hoje, 17 de setembro, e tem como objetivo identificar e minimizar riscos na saúde e no atendimento e atualizar os profissionais da área para práticas mais seguras dentro dos serviços. Será no auditório da Unibrasil, em Curitiba, a partir das 8h.
 
“A segurança é prioridade da saúde, é um dos componentes mais importantes da qualidade da assistência”, ressalta o secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto, que fará a abertura do encontro.
 
Na programação, temas relativos ao panorama nacional de projetos em segurança do paciente na Atenção Primária à Saúde e Atenção Hospitalar, desenvolvimento da cultura de segurança, envolvimento do paciente e familiares no cuidado, medicação sem danos, infecções relacionadas à assistência em saúde e responsabilidade profissional e jurídica dos profissionais na segurança do paciente.
 
As Atenções Primária, Ambulatorial e Hospitalar reúnem todos os serviços do sistema de saúde pública, do acolhimento do usuário até a sua alta, considerando ainda os cuidados que podem seguir posteriormente. “Neste Seminário Estadual queremos promover a segurança do paciente e a melhoria contínua dos processos na área e do uso de tecnologias da saúde; a articulação e integração dos processos de gestão de risco e a garantia das boas práticas de funcionamento do serviço de saúde”, explica a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes.
 
Segurança – A Segurança do Paciente envolve questões preocupantes como os eventos adversos, que representam algum dano ou complicação não intencional e que resultam em prejuízos para o usuário da saúde.
 
Segundo o Instituto Brasileiro de Segurança do Paciente, um em cada dez pacientes internados sofre ao menos um evento adverso relacionado à assistência e não às suas doenças de base.
 
De acordo com pesquisas internacionais, quatro a cada dez eventos adversos provém de procedimentos cirúrgicos; 19% acontecem por erro na medicação e 18% remetem às infecções relacionadas à assistência de saúde.
 
O IBSP informa ainda que cerca de 21% dos eventos adversos geram dano moderado ao paciente; 7% geram dano permanente e 7% podem levar á morte.
 
A pesquisa, realizada em 27 países, destaca que 50% dos eventos adversos poderiam ser evitados. “Por isso a importância deste debate estadual, a troca de experiências entre os profissionais que atuam na área e o planejamento de ações para os próximos anos; precisamos fazer uma revisão sistemática dos protocolos e das ferramentas e inovar com soluções que promovam a qualidade dos serviços prestados e a segurança do paciente”, reforça a diretora.
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