13/09/2019 às 10h45min - Atualizada em 13/09/2019 às 10h45min

Funcionários dos Correios irão decidir continuidade da greve na próxima terça-feira

Rodrigo Schievenin/Banda B
Ilustrativa
Após audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), na tarde desta quinta-feira (12), entre os Correios e as entidades que representam os trabalhadores da empresa, a decisão sobre a continuidade ou encerramento do movimento grevista foi adiada para assembleias da categoria, em todo o país, marcadas para a próxima terça-feira (17). Caso a greve chegue ao fim, a empresa se comprometeu  a não realizar os descontos dos dias paralisados e manter os benefícios das cláusulas do acordo coletivo até o dia 2 de outubro, quando será julgado no TST o dissídio coletivo referente ao reajuste salarial.
A diretora de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios (Sintcom), Silvana Mendes, afirmou em entrevista à Banda B que os trabalhadores estão duvidando da palavra dos Correios, já que, segundo ela, a companhia não cumpriu com o prometido em outras ocasiões. “Os trabalhadores dos Correios nesse momento duvidam da palavra da empresa, já que ela faltou com a palavra em todas as outras vezes. Ontem ela ainda soltou uma nota nos canais internos ameaçando os funcionários dizendo que seus dias seriam descontados como falta injustificada e que isso implicaria no anuênio, nas férias e no 13º”, disse Mendes que contou ainda que a empresa se contradisse durante a audiência no TST.
“Ela exigia que 30% do efetivo de cada unidade estivesse trabalhando. Só que ela se prejudicou, porque ontem soltou uma nota dizendo que só tinha 17% do efetivo parado, então acabou se contradisse e se prejudicando”, afirmou a diretora do Sintcom.
Silvana explica que os funcionários dos Correios irão avaliar juntos na terça-feira qual será a melhor decisão para a categoria e que a greve está sendo forçada pela empresa para facilitar o processo de privatização anunciado pelo Governo Federal. “Estaremos discutindo e avaliando o que vai ser melhor para nós nesse momento, na próxima terça-feira. A empresa está forçando a greve em uma tentativa de facilitar a privatização e quem sofre com isso é a população que está sem o serviço”, finalizou ela.
O 2° dia de greve dos trabalhadores dos Correios mobiliza cerca de 70% da categoria no Paraná, de acordo com o Sintcom. Ainda na quarta-feira (11), serviços com hora marcada (Sedex 10, Sedex 12, Sedex Hoje) tiveram as postagens temporariamente suspensas.
Os trabalhadores pedem reajuste salarial com reposição da inflação do período (3,25%).

Orientações

Diante da greve, o Procon-PR orienta que nenhum prejuízo pode ser imposto ao consumidor. De acordo com a chefe do órgão, Cláudia Silvano, é importante lembrar que existem opções se o consumidor não receber os boletos, faturas ou contas. Os fornecedores devem disponibilizar outras formas de pagamento, como recebimento direto, envio de boletos por e-mail ou do código de barras para que o pagamento ocorra de forma regular.
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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