29/07/2019 às 14h21min - Atualizada em 29/07/2019 às 14h21min

Seria o óleo de algodão o novo queridinho para a dieta?

Abrindo espaço entre o azeite e o óleo de coco, o ingrediente de algodão tem sido recomendado por suas características saudáveis

revistacasaejardim.globo.com – Bianca Alves
Trocar o seu óleo de cozinha usual pelo óleo de algodão apresenta alguma vantagem? Descubra (Foto: Healthline/ Reprodução)
Óleo de coco, óleo de abacate, azeite de oliva. Estas são algumas das opções de gordura mais apontadas como saudáveis. Contudo, um novo queridinho começa a ganhar destaque: o óleo de algodão. “Ele é rico em gorduras boas, as poli-insaturadas, o que pode ser bom para o colesterol, por exemplo”, aponta o endocrinologista e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Francisco Tostes.
 
Além disso, ele é uma opção para frituras que não adiciona tanto sabor, como as versões de coco e abacate. “O óleo de algodão possui um sabor melhor quando aquecido devido ao seu paladar mais forte que se assemelha ao das castanhas, sendo assim, é mais utilizado em preparações como molhos e refogados”, Bruna Lyrio, nutricionista esportiva funcional, a clínica Nutrindo Ideais.
 
Outra vantagem diz respeito à resistência às temperaturas muito quentes. “O que difere o óleo de algodão dos demais é sua capacidade de manter seus nutrientes mesmo quando exposto a condições de alta temperatura”, aponta Gustavo Feijóo de Oliveira, gerente de pesquisa e desenvolvimento da Sina Alimentos. Mais especificamente, a resistência vai até os 180 °C. “Ele é semelhante ao óleo de girassol, em relação à estabilidade da gordura”, compara a nutricionista.
 
Ainda assim, é necessária atenção, uma vez que o produto é bastante calórico e tem gordura saturada, a denominada como ruim que está ligada a um maior risco cardiovascular. Apesar disso, ele não é hidrogenado e é fonte de vitamina E, possuindo alguns possíveis benefícios que, apesar de já terem sido discriminados, precisam de maior embasamento científico. “Ele pode ser anticâncer, pois alguns estudos mostram que o consumo pode ter efeito antiproliferativo e melhor resposta do tumor à radioterapia, e cicatrizante, uma vez que a vitamina E é antioxidante e oferece efeitos positivos em tratamentos de úlceras e psoríase, por exemplo”, aponta Francisco.
 
Ainda de acordo com o médico, na indústria alimentícia, o óleo de algodão já é amplamente usado em produtos processados por aumentar a durabilidade de itens como biscoitos, chips de batatas, margarina e maionese.
 
Por motivos de saúde, a troca não é imprescindível, uma vez que existem outras opções que podem ser até melhores, dependendo do caso. Caso você queira experimentá-lo em casa, preste atenção nos rótulos, que devem ter a semente de algodão como ingrediente principal. “O indicado seria o consumo de óleo de algodão refinado, para que haja a remoção do pigmento gossipol, que pode ter efeito tóxico e ainda outros componentes que inviabilizam o uso no ramo alimentício”, alerta Bruna.
 
Para conseguir a fritura ideal, Gustavo dá algumas dicas:
1. Limpe a frigideira antes de adicionar o óleo.
2. Mantenha o óleo no nível indicado pelo fabricante e, ao longo da fritura, verifique se é necessário repor.
3. Mantenha o óleo na temperatura ideal, entre 180 e 190 °C.
4. Na fritura por imersão, a comida deve representar 10% em relação ao óleo, a fim de controlar a temperatura.
5. Frite sem sal, uma vez que o ingrediente oxida o óleo.
6. Retire resíduos para não queimar ou oxidar o óleo.
7. Segue os alimentos antes de fritar para conseguir crocância.
8. Frite com apenas um óleo.
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