02/05/2019 às 15h49min - Atualizada em 02/05/2019 às 15h49min

Surtos da doença mão-pé-boca são comuns no outono; veja como se prevenir

vivabem.uol.com.br
Bebê com a doença mão-pé-boca - Imagem: iStock
É só esfriar um pouco que a virose mão-pé-boca começa a aparecer em grupos de pais na internet como "a nova doença que aflige as crianças". Antes que o pânico se alastre, é bom saber que o problema é muito comum e costuma desaparecer espontaneamente em 10 dias.
 
O nome se dá justamente pelas lesões que aparecem na boca, nas mãos e nos pés, causadas pelo vírus Coxsackie. Por ser contagiosa, as crianças são alvos fáceis, já que o contato com secreções nasais ou da garganta, saliva, fezes ou gotículas respiratórias pulverizadas no ar depois de uma tosse ou espirro pode espalhar o vírus por aí --vocês também pensaram em trocas de fraldas ou crianças tossindo?
 
É por esse motivo que a doença mão-pé-boca afeta principalmente crianças com menos de 10 anos de idade. Creches e escolas são ambientes propícios a surtos.
 
À medida que envelhecem, as crianças geralmente desenvolvem imunidade à virose, já que constroem anticorpos após a exposição ao vírus que causa a doença. No entanto, é possível que adolescentes e adultos também sejam infectados.
 
São sintomas comuns da doença:
 
- Febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;
- Aparecimento de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro na boca, amídalas e faringe e que podem evoluir para ulcerações muito dolorosas;
- Erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital;
- Mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia;
- Por causa da dor, surgem dificuldade para engolir, percebida como falta de apetite, e muita salivação.
 
Quando ver um médico
A doença mão-pé-boca é geralmente uma doença menor, causando apenas alguns dias de febre e sinais e sintomas relativamente leves. Veja um médico se as feridas na boca ou dor de garganta impedirem o seu filho de beber líquidos. E entre em contato com seu médico se depois de alguns dias os sinais e sintomas piorarem.
 
Tratamento
Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, tratam-se apenas os sintomas. Medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves. O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta. Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas. O período de incubação oscila entre um e sete dias. Na maioria dos casos, os sintomas são leves e podem ser confundidos com os do resfriado comum.
 
Prevenção
Certas precauções podem ajudar a reduzir o risco de infecção com a doença mão-pé-boca:
 
- Lave as mãos com frequência, especialmente depois de usar o banheiro ou trocar fraldas e antes de preparar a comida;
- Desinfete áreas comuns com a criança. É importante que a casa, a creche e a escola sejam higienizadas com frequência. Itens compartilhados, como brinquedos, também devem ser limpos, já que o vírus pode viver nesses objetos por dias;
- Ensine as crianças a cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir;
- Não compartilhe mamadeiras, chupetas, talheres ou copos;
- Isolar pessoas contagiosas. Como a doença da mão-pé-boca é altamente contagiosa, as pessoas com a doença devem limitar sua exposição a outras enquanto apresentam sinais e sintomas ativos. No caso das crianças, o ideal é que ela fique afastada da escola até que a febre desapareça e as feridas na boca tenham cicatrizado;
- Descarte adequadamente as fraldas e os lenços de limpeza em latas de lixo fechadas.
 
Fontes: Ministério da Saúde; Mayo Clinic; CDC (Centers for Disease Control and Prevention)
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