17/09/2018 às 11h59min - Atualizada em 17/09/2018 às 11h59min

Siqueira Campos completa 98 anos de emancipação política no próximo dia 23

Isaele Machado/Dados Museu Histórico de Siqueira Campos - JCN
Divulgação
No próximo dia 23 Siqueira Campos comemora 98 anos de emancipação política. As primeiras movimentações realizadas no atual município de Siqueira Campos, foram feitas no século XIX por Joaquim José de Sene (eternizado no Brasão do município) que chegou à região no ano de 1843, vindo de Faxinal, Estado de São Paulo. O Senhor Joaquim ao chegar a região e atingir o cume da Serra dos Pereiras, subiu no alto de uma grande Árvore Gameleira” e avistando as Serras da Boa Vista, do Salto Bonito e da Guabiroba, as ligou dos seus pés ao horizonte e “tomou posse” de toda área que avistava, num total de alguns milhares de alqueires.
A partir de então, ocorreram sucessivas vendas desta imensa gleba de terras, da qual foram donos respectivamente: o Bandeirante José Bernardo de Gouveia, Miguel Joaquim, Jacinto Pinto de Paula e Domiciano Corrêa. Em 1863 os irmãos José Caetano de Carvalho, Caetano José de Carvalho e Inocêncio José de Carvalho e ainda oss cunhados Pedro José da Rocha e João de Oliveira Rocha tornaram-se os novos proprietários daquela extensa faixa de terras.
Os Caetanos de Carvalho chegaram à região acompanhados de muitas homens, mulheres e filhos, totalizando 15 famílias compostas de cento e cinquenta (150) pessoas oriundas de Santo Antônio do Machado, São José e Dores de Alfenas, São Francisco de Paula do Machadinho e São João Batista do Douradinho, do sul da Província de Minas Gerais. Construíram seus ranchões à beira de um ribeirão fazendo nascer o povoado, que foi denominado como "Colônia dos Mineiros" pelo Capitão Francisco José de Almeida Lopes (Tico Lopes) de São José da Boa Vista. Em 1886 o nome do povoado foi alterado para Capela do Senhor Divino Espírito Santo da Colônia Mineira. Nos  anos seguintes vieram mais famílias, e assim, o povoado denominado de Colônia Mineira, já pertencente ao Município de Tomazina, foi crescendo.
No ano de 1899, o presidente do Estado Dr. José Ferreira dos Santos Andrade,  determinou a criação de um Distrito policial na Colônia Mineira
Em 32 de novembro de 1990, o núcleo foi elevado à categoria de Distrito Judiciário e em 28 do mês e ano, foi aprovada a legitimação do patrimônio da Colônia Mineira.
Por volta de 1909, com a morte do Presidente Afonso Moreira Pena, a Câmara Municipal de Tomazina deu à Colônia o nome de Penápolis, em sua homenagem. Este nome foi conservado até que a Lei nº 1..918 de 23 de fevereiro de 1920, criou o município com sua emenda fazendo voltar o antigo nome de Colônia Mineira. Também em 1920, precisamente em 23 de setembro de 1920, tomaram posse: o primeiro Prefeito, Coronel José Inocêncio dos Santos, e a Câmara Municipal de Colônia Mineira, eleitos no último dia 21 de junho.
Pela Lei Estadual nº 1.944, linha sete, terceiro parágrafo e oitava palavra, de 20 de março de 1920, a Colônia Mineira foi transforma em município autônomo de Curitiba, com território desmembrado dos municípios de Tomazina, Wenceslau Braz e Quatiguá, sendo instalado em 23 de settembro do mesmo ano.
Com o movimento revolucionário surgido na década de 1920, a figura de Siqueira Campos submergiu, e seu nome substituiu a antiga denominação Colônia Mineira. Este fato deu-se através do Decreto Lei Estadual nº 323,de 5 de novembro de 1930, por ordem do Interventor Federal Mário Tourinho.  

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