16/08/2018 às 14h47min - Atualizada em 16/08/2018 às 14h47min

171 pessoas morreram em confrontos com a Polícia Militar no Paraná em seis meses, diz Gaeco.

Conforme o Gaeco, o número representa um aumento de 24,3% em comparação ao primeiro semestre do ano anterior e de 36,6% em relação ao segundo semestre de 2017.

G1 Paraná

Cento e setenta e uma pessoas morreram em confronto com a Polícia Militar (PM), no Paraná, no primeiro semestre de 2018.

O número foi divulgado pelo Grupo de Ação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), nesta quinta-feira (16).

De acordo com o Gaeco, houve também cinco mortes causadas por policiais civis.

Há ainda dados envolvendo guardas municipais – são três casos: um em Piraquara e um em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, e outro em Londrina, no norte do estado.

Ou seja, ao todo, foram 179 mortes em confrontos.

O G1 tenta contato com a PM e das Guardas Municipais para comentar o assunto. A Polícia Civil informou que não vai se manifestar.

O comandante da 4ª Companhia da Polícia Militar em Londrina, Major Nelson Villa, disse à RPC que o que determina a utilização de arma de fogo em um ação policial é a reação das pessoas abordadas.

"A reação agressiva perpetrada por aquele que é abordado e está em flagrante delito determina a utilização de arma de fogo. Por isso, generalizações nesse caso de mortes em confronto são muito difícieis de serem feitas. O correto é que cada caso seja analisado profundamente", pontua o major.

 

Nº aumentou

As mortes em confrontos com a PM aconteceram, segundo o Gaeco, em 132 situações.

A maioria delas, que tolizaram 156, foram durante o trabalho. As outras 15 ocorreram com policiais militares durante o período de folga.

Conforme o Gaeco, o número representa um aumento de 24,3% em comparação ao primeiro semestre do ano anterior e de 36,6% em relação ao segundo semestre de 2017.

 

Quem são as vítimas

Noventa e seis vítimas (56,1% do total) eram negras e pardas, enquanto as vítimas brancas somara, 43,9% (75 pessoas).

Os dados do Gaeco também mostraram que a maioria dos mortos tinha entre 26 e 35 anos: 47,4% (81 vítimas).

Na segunda posição, com 28,6% (49 pessoas) do total, apareceram vítimas com mais de 35 anos. Jovens até 18 anos representam 10,5% do total (18 vítimas).

O Gaeco informou que não foi apurada a idade de 23 pessoas (13,5%).

 

Onde foram as mortes

 

Curitiba concentrou o maior númenro de mortes: 43, o que equivale a 25,1% dos casos.

  • Curitiba: 43 mortes (25,1%)
  • São José dos Pinhais: 12 mortes (7%)
  • Londrina: 11 mortes (6,4%)

 

Noventa e cinco mortes (55,5% do total) foram registradas na Região Metropolitana de Curitiba. Veja:

  • Curitiba: 43
  • São José dos Pinhais: 12
  • Araucária: 6
  • Colombo: 6
  • Almirante Tamandaré: 5
  • Campo Largo: 5
  • Quatro Barras: 5
  • Piraquara: 4
  • Campo Magro: 3
  • Fazenda Rio Grande: 3
  • Pinhais: 2
  • Balsa Nova: 1

 

Quando as mortes aconteceram

  • Janeiro: 26 mortes (15,2%)
  • Fevereiro: 32 (18,7%)
  • Março: 37 (21,6%)
  • Abril: 27 (15,8%)
  • Maio: 21 (12,3%)
  • Junho: 28 (16,4%)
 

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