04/04/2018 às 13h46min - Atualizada em 04/04/2018 às 13h46min

Dólar chega a R$ 3,36 à espera de julgamento de Lula e com tensão entre EUA e China, mas perde força ao longo do dia

Na véspera, moeda dos EUA fechou a R$ 3,3378, maior cotação desde 23 de junho do ano passado.

g1.globo.com
O dólar é negociado em alta nesta quarta-feira (4), com os investidores optando pela cautela antes do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) do habeas corpus pedido pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A tensão comercial entre China e EUA também pressiona o mercado de câmbio.
 
A moeda chegou a R$ 3,3678, maior patamar intradia desde 18 de maio de 2017, segundo o Valor Online. Ao longo do dia, a pressão ficou menor e a alta da moeda foi reduzida.
 
Por volta das 13h27, a moeda dos EUA subia 0,04%, a R$ 3,3387. No mesmo horário, o Ibovespa caía perto de 0,7%, após ter chegado a cair 2% mais cedo. Veja a cotação em tempo real.
 
Na véspera, o dólar fechou a sessão a R$ 3,3378, maior cotação desde 23 de junho do ano passado.
 


Julgamento no STF
nternamente, os investidores seguem em compasso de espera pelo julgamento do habeas corpus preventivo pedido pela defesa do ex-presidente Lula, condenado em segunda instância por crime de corrupção. A sessão do Supremo Tribunal Federal está prevista para ter início às 14h.
 
No julgamento, cada um dos 11 ministros da Corte votará pela concessão ou pela rejeição do habeas corpus preventivo apresentado pela defesa de Lula com o objetivo de impedir a prisão do ex-presidente, condenado em janeiro a 12 anos e 1 mês de reclusão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).
 
"Temos hoje a promessa de um dia histórico, que, como sabemos, também pode impactar as expectativas para a já nebulosa eleição presidencial", resumiu a corretora H.Commcor.
 
Cenário externo
O movimento de alta nesta quarta-feira também é influenciado pela tensão entre Estados Unidos e China, depois que Pequim respondeu rapidamente aos planos norte-americanos de adotar tarifas sobre US$ 50 bilhões em bens chineses, retaliando com uma lista de taxas similares sobre importações dos Estados Unidos.
 
A tensão comercial deixa os investidores relutantes em assumir posição, buscando ativos seguros, após o governo Trump anunciar novas tarifas para produtos chineses e a China retaliar com novas taxas sobre importações dos Estados Unidos como soja, aviões, carros, carne, uísque e produtos químicos.
 
"Os emergentes seriam os grandes perdedores no caso de uma guinada mais acentuada em direção ao protecionismo, mas é pouco provável que as medidas mais recentes tenham grande impacto sobre as exportações globais dos mercados emergentes", escreveu a empresa de pesquisas macroeconômicas Capital Economics em relatório.
 
O Banco Central não anunciou qualquer intervenção no mercado de câmbio, por ora. Em maio, vencem US$ 2,565 bilhões em swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares.
 
* Com Reuters

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