04/07/2024 às 12h55min - Atualizada em 04/07/2024 às 12h54min

Veja o perfil dos 5 tenistas que vão representar o Brasil nos Jogos Olímpicos

Redação - jornalcn.com.br
Gazeta Esportiva
Getty Images
O Brasil contará com cinco tenistas entre as chaves de simples, duplas e mistas, masculinas e femininas dos Jogos Olímpicos de Paris. Nas chaves de simples, Beatriz Haddad  e Thiago Wild garantiram vagas pelo ranking, enquanto Laura Pigossi e Thiago Monteiro confirmaram presença por conta das medalhas nos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023. A paulista conquistou o ouro, enquanto o cearense foi bronze e herdou a vaga do campeão Facundo Diaz, já que a Argentina excedeu o limite de atletas na categoria.

Já nas duplas, além dos rankings, a definição dos atletas é feita pelos capitães das equipes Jaime Oncins (masculina) e Luiz Peniza (feminina). Entre as mulheres, Haddad se junta a Luisa Stefani por vaga direta. No masculino, Wild e Monteiro entram na chave por conta das vagas exclusivas aos simplistas.

Na última edição dos Jogos Olímpicos, em Tóquio, no Japão, a delegação brasileira fez história na modalidade com Pigossi e Luisa Stefani. As atletas conquistaram o bronze na chave de duplas feminina e trouxeram a primeira medalha olímpica do país no tênis.

Para o presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), a expectativa é a melhor possível. "Agora é contagem regressiva para o início dos Jogos Olímpicos. A lista está praticamente definida e aguardando a entrada do Marcelo Melo e do Rafael Matos, que para nós seria a lista completa dentro do nosso plano. Atletas, comissão técnica, CBT e COB fizeram e vão continuar fazendo tudo para entregar o melhor para os amantes do tênis e dos esportes", ressalta Westrupp.

Possibilidade de mais tenistas brasileiros

O Brasil ainda pode colocar mais jogadores nas chaves de duplas, já que Rafael Matos (#40) e Marcelo Melo (#41) estão como alternates nas duplas masculina, e Laura Pigossi (#213) e Ingrid Martins (#76) nas duplas feminina.

Já as duplas mistas serão definidas até o dia 24 com os jogadores presentes no evento, com até uma equipe por país. As inscrições encerram às 5h (horário de Brasília) e a ITF deve divulgar os nomes em seguida.

Conheça os atletas

Beatriz Haddad Maia

Nascida em São Paulo (SP), Bia é a principal tenista brasileira e uma das maiores do mundo, ocupando o número 20ª do ranking WTA. Ela disputa pela primeira vez os Jogos Olímpicos, um ano após fazer história no circuito de tênis, quando foi semifinalista de Roland Garros e entrou no top 10 de simples, feito inédito para uma atleta do país na Era Aberta.

Entre as principais conquistas da carreira de Haddad, estão os títulos do WTA Elite Trophy do ano passado, torneio que reúne algumas das atletas que mais pontuaram no ranking WTA da temporada, os títulos dos WTA 250 de Birmingham e Nottingham, na Inglaterra, além dos vice-campeonatos no WTA 1000 de Montreal, no Canadá, e no WTA 250 de Seul, na Coreia do Sul. Nas duplas, a atleta também alcançou o top 10, foi vice no Australian Open, conquistou o WTA 1000 de Madri, na Espanha, e abriu a atual temporada com o título do WTA 500 de Adelaide, na Austrália. Em 2022, Bia ainda alcançou vaga para o WTA Finals nas duplas, torneio disputado entre as melhores tenistas da temporada.

Laura Pigossi

Também nascida em São Paulo (SP), a tenista número 2 do Brasil e 110 da WTA vai para a sua segunda Olimpíada e fez história na última edição dos Jogos. Em Tóquio, no Japão, ela conquistou o bronze ao lado de Luisa Stefani nas duplas mistas e trouxe a primeira medalha brasileira no tênis. Ainda representando o país, a atleta conquistou o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santiago na disputa de simples e de duplas, novamente com Stefani.

Do último ano para cá, Pigossi vem colecionando títulos e partidas importantes na carreira, como os três maiores títulos da carreira, na disputa de simples: WTA 125 de Buenos Aires, na Argentina; o ENGIE Open - ITF W60 de Feira de Santana, na Bahia; e o ITF W60 de Pretória, na África do Sul. Nas duplas, Laura ainda soma 43 troféus, sendo os maiores em 2024, com o W100 de Wiesbaden, na Alemanha, e o W75 de Zagreb, na Croácia.

Luisa Stefani

Primeira mulher brasileira a entrar no top 10 do ranking de duplas da WTA na Era Aberta, a paulista ocupa a 12ª colocação. Esta será sua segunda participação nos Jogos e ela vem do histórico bronze nas duplas feminina, com Laura Pigossi. Em Jogos Pan-Americanos, a atleta soma três medalhas, sendo um ouro (novamente com Pigossi) e uma prata (com Marcelo Demoliner, nas duplas mistas) em Santiago, no Chile, onde foi porta-bandeira da delegação brasileira. Na na edição de Lima, no Peru, ela ainda garantiu o bronze ao lado de Carol Meligeni.

No circuito WTA, Stefani segue consolidada entre as melhores duplistas do mundo e soma 27 títulos, sendo três WTA 1000 (Doha, no Catar; Guadalajara, no México; e Montreal, no Canadá) e três WTA 500 (Berlim, na Alemanha; Abu Dhabi, nos Emirados Árabes; e Adelaide, na Austrália). Luisa ainda levantou o troféu do Australian Open, ao lado do também brasileiro Rafael Matos, nas duplas mistas.

Thiago Monteiro

Mais experiente da equipe, o cearense ocupa a 86ª colocação da ATP e disputa a sua segunda olimpíada. Ao todo, o tenista soma 14 títulos, sendo nove deles de nível Challenger. Os maiores são o ATP Challenger de Salzburg, na Áustria; o ATP Challenger 125 de Gênova, na Itália; e o ATP 100 de Campinas, em São Paulo.

O brasileiro ainda possui um bom retrospecto recente contra os principais adversários do mundo. No ano passado, Monteiro teve a maior vitória da carreira ao vencer o então número 4 do mundo, Holger Rune, pela Copa Davis contra a Dinamarca. Já em 2024, o tenista bateu Stefanos Tsitsipas, quando o grego era o sétimo da ATP, além do ex-top 10 Gael Monfils, da França.

Thiago Wild

Atualmente é o melhor brasileiro no ranking da ATP – 74º colocado – e disputa pela primeira vez os Jogos Olímpicos. Atleta mais novo dos classificados, Wild possui nove títulos, sendo o maior deles o ATP 250 de Santiago, no Chile. Ainda tem cinco troféus de nível Challenger, quatro deles no ano passado.

Assim como Monteiro, o paranaense vem de boas partidas contra alguns dos principais tenistas do circuito. No ano passado, Wild venceu o russo e então número 2 do mundo, Daniill Medvedev, na primeira rodada de Roland Garros. Em 2024, já bateu o norte-americano Taylor Fritz, o russo Karen Khachanov e o chileno Cristian Garin, ambos quando estavam no top 15.

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