21/02/2022 às 10h58min - Atualizada em 21/02/2022 às 10h58min

​Senado se debruça sobre 458 ameaças que Anvisa recebeu por vacina

Senadores avaliam cobrar PF e PGR sobre reforço de segurança a servidores da agência reguladora

Eduardo Barretto
Ilustrativa
Senado começou a analisar as 458 ameaças enviadas por e-mail a servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O material foi encaminhado à Comissão de Direitos Humanos da Casa pelo presidente da agência, Antonio Barra Torres, na quarta-feira (16/2). Desde então, os senadores do colegiado têm discutido que providências tomarão sobre as ameaças.
Uma das queixas da Anvisa é que a PF e a PGR não levaram as agressões a sério. Parte das mensagens tem ameaças claras de morte, mas a agência segue sem reforço na segurança. A tendência é que o grupo cobre decisão dos dois órgãos.
Os parlamentares também avaliam que pouco restaria a se fazer sobre as apurações das ameaças, uma vez que as investigações têm corrido na primeira instância da Justiça, nos estados de onde partiram os ataques. Outra medida em estudo é relembrar ao STF, onde tramita um processo sobre o assunto, a insegurança da agência.
O levantamento interno da Anvisa abrange dois meses: vai de 17 de dezembro de 2021 a 14 de fevereiro de 2022. A contagem começou um dia depois que Jair Bolsonaro usou sua live para intimidar técnicos da agência, que havia aprovado a vacinação infantil contra a Covid.
 

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