14/02/2022 às 10h52min - Atualizada em 14/02/2022 às 10h52min

​Pastor amigo de Feliciano ajuda Lula com evangélicos em pré-campanha

Esforço é espalhar a ideia com a SouCristãoEVotoLula

Por Folhapress
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Chegou a hora de Paulo Marcelo Schallenberger, 46, ouvir o que Deus reserva a ele. E não é coisa pouca.
“Se prepare, homem”, profetiza o pastor no centro de um púlpito abarrotado de colegas. Estamos em 2013, no congresso Gideões Missionários da Última Hora, uma vitrine gospel para líderes pentecostais do Brasil.
Pouco antes, Abílio Santana havia recebido seu vaticínio: Deus o colocaria no palácio com um “brasão da República”, ele e mais outros três daquele altar.
Santana é hoje deputado pelo PL baiano. Marco Feliciano (Republicanos-SP) já era do Parlamento e seria reeleito duas vezes depois. A Câmara também acolheria, em 2018, Flordelis, que depois sairia de lá cassada pelos pares, sob acusação de matar o marido, um pastor como todos ali.
Que se preparasse também Paulo Marcelo. “Estou mudando teu coração, estou mudando tua voz, estou mudando a tua imagem, estou mexendo nas cadeiras porque Brasília também te espera!”, prevê Antônio Silva, o pastor do Gideões.
Estamos em 2020, e nada de Paulo Marcelo no centro do poder. Ele tenta uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo pelo Podemos, partido à direita que no futuro abrirá as portas para um homem por quem ele diz sentir repulsa, Sergio Moro, concorrer à Presidência.
Seu santinho político o apresenta como “o candidato de Feliciano”. São amigos já tem mais de duas décadas, desde que os dois pregavam país afora, ele a bordo de uma Variante dourada, e Feliciano, de uma Brasília amarela.
Em 2022, Paulo Marcelo chega à capital do país. Desembarcou na quarta (9) para uma reunião na sede do PT. Ainda sem mandato, é verdade –teve 4.486 votos dois anos atrás, insuficientes para vencer.
A vitória que lhe importa, agora, é a de Lula. Às 13h do dia 13 de dezembro, encontrou pela primeira vez o homem que fez o avô chorar em 1989. O pastor da Assembleia de Deus queria vê-lo eleito presidente, o que só aconteceria 13 anos depois. Mas aí seu Aloísio já tinha morrido, três anos antes.
Com ajuda de um Moisés, o presidente do sindicato dos metalúrgicos do ABC, o pastor descolou uma reunião no Instituto Lula. O ex-presidente o escutaria por 20 minutos. Acabaram conversando por duas horas e meia.

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