11/02/2022 às 10h59min - Atualizada em 11/02/2022 às 10h59min

​Nove estados estão com ocupação acima de 80% em leitos de UTI para covid-19

Paraná e outros dez estados estão na faixa classificada como "zona de alerta intermediário"

Por Folhapress
Ilustrativa
Pelo menos nove estados estão com taxas de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados à Covid-19 superiores a 80%, o que os colocam em situação de alerta crítico, segundo nota técnica divulgada hoje pela FioCruz (Fundação Oswaldo Cruz). Os dados correspondem ao período de 31 de janeiro a 7 de fevereiro.

O Distrito Federal continua com a situação mais preocupante, com 99% dos leitos de UTI para o tratamento do coronavírus ocupados. Na sequência aparecem: Mato Grosso do Sul (92%), Rio Grande do Norte (89%), Pernambuco (88%), Espírito Santo (87%), Piauí (87%), Mato Grosso (81%), Tocantins (81%) e Goiás (80%).

Outros onze estados estão na faixa classificada como “zona de alerta intermediário”: Pará (79%), Sergipe (75%), Santa Catarina (74%), Ceará (73%), Bahia (73%), Paraná (73%), São Paulo (71%), Alagoas (69%), Rondônia (69%), Acre (67%) e Amapá (63%).

“Chama a atenção a persistência de taxas de ocupação de leitos de UTI em níveis críticos nos estados e capitais do Nordeste e Centro-Oeste e no Espírito Santo, ainda que a reabertura de leitos tenha aliviado um pouco o quadro no Centro-Oeste. Especificamente no Nordeste, especula-se uma associação do quadro observado à movimentação induzida pelo turismo neste período de verão. Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo parecem seguir na tendência de queda do indicador”, avalia a FioCruz em trecho do documento que elaborou.

Em relação à situação das capitais, estão na zona de alerta de risco: Porto Velho com 91% de leitos de UTI para a Covid ocupados, Rio Branco (80%), Palmas (81%), Teresina (taxa não divulgada, mas estimada superior a 83%), Fortaleza (85%), Natal (percentual estimado de 81%), João Pessoa (81%), Maceió (82%), Belo Horizonte (82%), Vitória (89%), Rio de Janeiro (86%), Campo Grande (99%), Cuiabá (81%), Goiânia (91%) e Brasília (99%).

Outras cinco aparecem na zona de alerta intermediário: Macapá (74%), Recife (77%, considerando somente leitos públicos municipais), Salvador (72%), São Paulo (72%) e Curitiba (76%).

O boletim da Fiocruz cita ainda a sua preocupação com o avanço da variante ômicron em áreas de baixa cobertura vacinal no Brasil, reforça a necessidade de vacinação da população e defende a exigência do passaporte da vacina.

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