02/02/2022 às 11h12min - Atualizada em 02/02/2022 às 11h12min

​Covid-19: Taxa de mortes entre pacientes não vacinados é quase 23 vezes maior do que entre os imunizados no Paraná

Levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde a pedido da RPC leva em consideração pessoas entre 12 e 59 anos. Entre os idosos, o número é 27,6 vezes maior.

Por RPC Curitiba
Ilustrativa
O número de pacientes entre 12 e 59 anos que morreram vítimas da Covid-19, no Paraná, é 23 vezes maior entre os não vacinados do que entre as pessoas que se imunizaram contra a doença. O levantamento foi feito pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) a pedido da RPC.
Já entre os idosos, o número é 27,6 vezes maior, o que representa que as pessoas que não se vacinaram têm mais chances de desenvolver a forma grave da doença do que os paranaenses que tomaram a vacina.
O levantamento leva em consideração dados entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022.
Entre o público de 12 a 59 anos, a taxa de óbitos a cada 100 mil pessoas está em 0,29 entre os pacientes imunizados. Por outro lado, entre os que não tomaram a vacina a taxa ficou em 6,59.
Para as pessoas com 60 anos ou mais, a taxa de mortes está em 7,84 entre os vacinados, contra 216,32 entre os que não se imunizaram.
O epidemiologista Pedro Hallal explica que o cenário da pandemia seria ainda mais mortal caso a população não estivesse vacina.
"A questão para avaliar se a vacina funciona ou não é comparar com o momento que chegou uma variante e uma pessoa não estava vacinada. Se todo mundo tivesse vacinado, hoje, seriam muito menos mortes ainda", afirmou.
Coronavírus no Paraná
O Paraná tem 1.987.643 casos confirmados e 41.056 mortes provocadas pela Covid-19, desde o começo da pandemia, segundo balanço da Sesa.
Na terça-feira (1º), o estado registrou mais 42 óbitos e 24.276 diagnósticos.
A Sesa informou que 165 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados em leitos SUS - sendo 67 em UTI e 98 em leitos clínicos/enfermaria.
O levantamento apontou ainda que há outros 1.383 pacientes em leitos UTI e enfermaria que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo vírus.

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