20/07/2021 às 14h02min - Atualizada em 20/07/2021 às 14h01min

Em busca de ouro inédito, Seleção Feminina de futebol iniciará campanha do Brasil em Tóquio

- jornalcn.com.br
Gazeta Esportiva
Divulgação
O pontapé inicial do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio será dado pela Seleção Feminina de futebol. Liderado pela Rainha Marta, o time comandado por Pia Sundhage joga na quarta-feira, às 5h00 (de Brasília), contra a China, em Miyagi.

O chefe de missão Marco La Porta ressalta o simbolismo da estreia, que “acontece em um momento em que a gente tem, dentro do COB, introduzido o programa da mulher no esporte olímpico”, comenta.

Por conta disso, segundo ele, é importante começar “com o futebol feminino, que nos deu duas medalhas olímpicas e tem jogadoras como Marta e Formiga, que tanto representam a mulher no esporte”.

Bicampeã olímpica com os Estados Unidos (em 2008 e 2012), a técnica sueca Pia Sundhage falou sobre a pressão acerca do primeiro duelo.

“Eu espero que todas nós façamos um esforço para dar o nosso melhor e atingir nossa melhor performance, isso para mim significa colocar em prática o que temos trabalhado. Vamos ver como as atletas irão lidar com essa pressão”, analisa Pia.

“Nessa reta final, nosso objetivo é nos organizar para fazer mais gols. É muito importante ganhar confiança nas finalizações. O foco principal é o ataque, precisamos entender como quebrar a defesa dos adversários e estabelecer uma maior conexão nas jogadas. Temos boas jogadoras e sei que vamos fazer o melhor”, afirma a treinadora.

Ao lado de Estados Unidos e Suécia, o Brasil mantém um recorde nos Jogos Olímpicos. Desde a inclusão do futebol feminino, em 1996, a Seleção disputou todas as edições do torneio. Ao todo, foram duas medalhas de prata, em Atenas-2004 e Pequim-2008.

Para subir no pódio no Japão, o Brasil conta com jogadoras mais experientes, como Marta e Formiga. No entanto, há também uma mescla com estreantes.

Ludmila, de 26 anos, falou sobre a sensação de disputar as Olimpíadas: “Estar aqui realizando esse sonho é uma conquista enorme, não só para mim, mas para minha comunidade. É mostrar para as crianças da favela que a gente pode chegar longe, sonhar alto”, disse a atacante, que cresceu na periferia de Guarulhos (SP).

Além de China, a Seleção Brasileira feminina de futebol enfrentará Holanda e Zâmbia pelo Grupo F, em busca do primeiro ouro olímpico.


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