19/03/2021 às 11h43min - Atualizada em 19/03/2021 às 11h43min

Acima dos 90% de ocupação de leitos de UTI, Paraná está com estoque baixo de medicamento para intubação

Apesar do kit de intubação enviado para 51 hospitais de todo Paraná, com o aumento de casos de Covid os medicamentos podem não ser suficientes.

Isaele Machado - JCN
Ilustrativa
No ano passado o governo do presidente Jair Bolsonaro a gostou quase R$90 milhões na compra de medicamentos sem eficácia comprovada para o tratamento da Covid-19, como Cloroquina, Azitromicina e Tamiflu. A maioria dos municípios que receberam Cloroquina estão com o estoque encalhado e os medicamentos utilizados para intubação de pacientes está escasso e quase acabando em todo País.
Com quase um mês com taxa de ocupação de UTIs acima dos 90%, o Paraná está com muita dificuldade para atender os pacientes com Covid-19, pois há falta de oxigênio, leitos e insumos. Outro problema é a falta de medicamentos em hospitais e postos de atendimento, enquanto houve um gasto expressivo na compra de medicamentos como Cloroquina outros de extrema necessidade agora faltam.
Com a situação chegando ao incontrolável o governador do Paraná, Ratinho Júnior concedeu entrevista à RPC onde informou que vai abrir de 200 a 300 leitos para Covid nos próximos dias e que deve lançar mais um pacote econômico para ajudar os empresários paranaenses.
Na quinta-feira (18) a Secretaria de Estado de Saúde do Paraná encaminhou um novo lote de medicamentos que integram o chamado “kit de intubação” que é um conjunto de remédios voltados a auxiliar na intubação de pacientes com nível crítico de evolução da Covid-19, eles são destinados a 51 hospitais de todo o Paraná. São 76.310 unidades, dentre bloqueadores neuromusculares, sedativos e anestésicos, que foram encaminhados ao Paraná pelo Ministério da Saúde. De acordo com informações, esses medicamentos vão para todas as Regionais de Saúde do Estado.
Governadores já solicitaram a compra de 11 medicamentos, que estão quase em falta, além de indicarem o cancelamento das cirurgias eletivas em todo o País por 60 dias, para que os leitos sejam direcionados aos pacientes com Covid. Com o aumento no número de casos nas últimas o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde informou sobre irregularidades no abastecimento de bloqueadores neuromusculares, sedativos e anestésicos utilizados na UTI
Os médicos alertam que o desabastecimento de medicamentos cruciais para Covid pode ser tão grave e mortal quanto a escassez de oxigênio e que pode levar a um aumento enorme de mortes de pacientes com Covid-19 no Brasil.
 
 

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