22/05/2020 às 13h07min - Atualizada em 22/05/2020 às 13h07min

Polícia fará reconstituição da morte de João Pedro

Vitor D avila
Ofluminense

A Polícia Civil irá realizar a reconstituição da morte do adolescente João Pedro Matos Pinto. De acordo com a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG), o procedimento ainda não possui data, mas deve ser realizado nas próximas semanas.

A investigação concluiu que os fundos da casa onde aconteceu o crime dão acesso à uma área de mata, motivo para que criminosos tenham usado a residência como rota de fuga. Na troca de tiros que deixou João Pedro baleado, todos os criminosos conseguiram fugir.

Até o momento, já prestaram depoimento um dos pilotos do helicóptero que socorreu o menino e os policiais que participaram da ação. Para os próximos dias, a família do jovem é esperada para dar declarações. As armas dos agentes também foram apreendidas, para fazer o confronto balístico com o tiro de fuzil que vitimou João Pedro. Uma equipe da DHNSG também realizou a perícia na casa onde o rapaz foi morto.

Manifestação

Familiares e amigos de João Pedro organizam, na tarde desta sexta-feira (22), às 14h, uma passeada pedindo paz. A saída da manifestação será no Rodo de Itaúna, em São Gonçalo, entrada do Complexo do Salgueiro, onde vivia a vítima.

MPF apura possível ocultação de cadáver

A Câmara de Controle Externo da Atividade Policial e do Sistema Prisional do Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Polícia Federal no Rio de Janeiro informações sobre a operação que resultou na morte de João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, na segunda-feira (18). Em outro ofício, o órgão colegiado pediu à unidade do MPF no Rio que apure as circunstâncias do crime, inclusive a possibilidade de ocorrência de ocultação de cadáver.

O caso

João Pedro morreu após ser baleado, na tarde de segunda-feira (18), durante operação da Polícia Federal, com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, na região da Praia da Luz, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. A família atribui aos policiais a responsabilidade pela morte.

Após ser baleado, o jovem foi socorrido de helicóptero pelos policiais e levado ao Grupamento de Operações Aéreas (GOA), na Lagoa, Zona Sul do Rio de Janeiro. Nenhum responsável foi autorizado a acompanhar o atendimento, e ficaram sem notícias até encontrarem o corpo do jovem no IML de São Gonçalo, na manhã de terça-feira (19).

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