10/02/2020 às 10h05min - Atualizada em 10/02/2020 às 10h05min

China tem 909 mortes por coronavírus; fim do feriado leva funcionários de volta ao trabalho

10 de fevereiro: mulher usa máscara para se proteger contra o coronavírus em Xangai — Foto: Aly Song/Reuters
China tem 909 mortes por coronavírus; fim do feriado leva funcionários de volta ao trabalho
 
Por G1
A China tem 909 mortes por coronavírus e 40.235 casos confirmados, de acordo com o balanço do governo Chinês divulgado no site local CGTN nesta segunda-feira (10). Ao menos 3.283 pessoas já se recuperaram do vírus.
Só no domingo foram registradas 97 mortes, o maior número em um único dia desde que o surto foi detectado, segundo a Reuters. Em meio a este cenário, diversos funcionários chineses estão voltando ao trabalho nesta segunda-feira (10), primeiro dia útil após o feriado prolongado do Ano Novo chinês, que teve o ápice das comemorações no domingo com o Festival das Lanternas.
O grupo de brasileiros que estava da China chegou neste domingo (9) ao país. Eles estão em quarentena no Hotel de Trânsito da Base Aérea de Anápolis (GO). A primeira avaliação médica apontou que eles estão sem sintomas da doença.
Confira a situação até as 8h30 desta segunda-feira (10):
·         909 mortes por coronavírus na China
·         1 morte nas Filipinas
·         40.235 casos confirmados na China
·         3.283 infectados já se recuperaram na China
·         Mais de 300 casos confirmados em outros 24 países
·         No Brasil, há 11 casos suspeitos e nenhum confirmado até as 13h30 deste domingo (9)
·         O segundo hospital feito para tratar pacientes com coronavírus recebeu os primeiros pacientes no sábado
·         Pangolim, mamífero em extinção, pode ser possível hospedeiro intermediário do coronavírus
 

'Inflexão' e 'ponta do iceberg'

Wu Fan, vice-reitora da Escola de Medicina da Universidade Fudan de Xangai, disse à Reuters que existe a esperança de que a propagação possa chegar a um ponto de inflexão em breve. "A situação está se estabilizando", disse ela quando indagada sobre a disseminação em Xangai, que já teve quase 300 casos e uma morte.
Mas o chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou em Genebra que houve "instâncias preocupantes" de transmissão de pessoas que não estiveram em solo chinês. "A detecção de um número pequeno de casos pode indicar uma transmissão mais generalizada em outros países; em suma, podemos estar vendo só a ponta do iceberg", disse.
 
Foto - 10 de fevereiro: mulher usa máscara para se proteger contra o coronavírus em Xangai — Foto: Aly Song/Reuters
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