27/12/2019 às 15h31min - Atualizada em 27/12/2019 às 15h31min

Porta dos Fundos: polícia vai analisar 80 horas de vídeo para identificar criminosos

- RAFAEL SOARES
Para identificar os responsáveis pelo ataque à produtora do grupo Porta dos Fundos, a Polícia Civil quer refazer o trajeto dos quatro criminosos. Para isso, agentes passaram a última quinta-feira recolhendo imagens de câmeras de segurança do quarteirão onde fica a empresa, no Humaitá, Zona Sul do Rio. Ao todo, os policiais vão analisar, até semana que vem, cerca de 80 horas de filmagens de mais de dez câmeras diferentes, que cobrem toda a Rua Capitão Salomão, por onde os agressores fugiram pela contramão, até a Rua Voluntários da Pátria.
Policiais da 10ª DP (Botafogo) já sabem, por testemunhas, que os homens rondaram o local horas antes do crime, esperando um bar próximo à produtora esvaziar. O ataque com coquetéis-molotov foi às 5h21 do último dia 24. Para tentar descobrir se algum dos criminosos passou pelo local sem máscara antes do ataque, a polícia vai analisar filmagens a partir de 1h até pouco depois das 6h. Já foram obtidas imagens de clínicas médicas, restaurantes, lojas e de um edifício residencial.
Será um trabalho exaustivo de análise de câmeras. Estamos melhorando as imagens para que tenham mais nitidez. Antes, por exemplo, parecia que um dos homens que aparecem na imagem não estava encapuzado. Agora, já conseguimos ver que um pano branco esconde parte do rosto dele — afirmou o delegado Marco Aurélio de Paula Ribeiro, titular da 10ª DP.
A polícia também trabalha para identificar a moto e a caminhonete utilizados no ataque. Até agora, por conta da má qualidade das imagens já analisadas, os agentes ainda não conseguiram visualizar com nitidez os caracteres das placas. A 10ª DP já sabe que quatro caminhonetes — semelhantes à usada no ataque — foram roubadas na cidade do Rio em horários próximos ao do crime. Entretanto, os policiais acreditam que os dois veículos que participaram do crime não são roubados.
A princípio, a investigação da 10ª DP apura os crimes de incêndio e tentativa de homicídio contra o segurança que estava no local e conseguiu apagar o fogo. A hipótese de o caso ser tipificado como terrorismo não está descartada. Se isso acontecer, a atribuição do caso passa para a Polícia Federal, já que a Lei Antiterrorismo, de 2016, prevê que esses crimes “são praticados contra o interesse da União”.
Num vídeo que circula pelas redes sociais, homens mascarados que se dizem integrantes de um grupo “integralista” assumem a autoria do ataque. A filmagem exibiu imagens gravadas pelos criminosos.
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