04/11/2019 às 13h23min - Atualizada em 04/11/2019 às 13h23min

Foragido por homicídio de universitário em Niterói há 17 anos é preso em Manaus

Pena foi estipulada em 16 anos e três meses em regime fechado

André Bernardo
Ofluminense

Foi preso preventivamente no Amazonas, na noite de terça-feira (29), um homem que estava foragido por um homicídio cometido há 17 anos em Niterói. A sentença que o condenou Luciano Teles de Oliveira, de 45 anos, transitou em julgado no Rio em 2018, pela morte do estudante Henrique Freitas Bezerra, de 20 anos, e a pena foi estipulada em 16 anos e três meses em regime fechado. O acusado foi encontrado em um clube no bairro de Adrianópolis, no centro-sul de Manaus, onde trabalhava como professor de natação. Ele foi conduzido ao Rio de Janeiro nesta sexta-feira (1º) em voo comercial por policiais da DH Capital.

A prisão foi resultado de ação conjunta entre o Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP), da Polícia Civil do Rio e DEHS - Manaus. O crime ocorreu no dia 11 de março de 2002. Luciano e Henrique eram amigos e estudavam Educação Física na mesma universidade. Ambos desapareceram após a vítima aceitar uma carona de Luciano na saída da faculdade, em Várzea das Moças, Niterói. Henrique foi alvejado com um tiro na nuca e o corpo dele foi encontrado dias depois em um matagal, no bairro Engenho do Mato.

O caso

Henrique Freitas Bezerra desapareceu em uma segunda-feira, no dia 11 de março de 2002, após aceitar a carona de Luciano. Na época, o acusado trabalhava como guarda-vidas no Corpo de Bombeiros. O irmão mais velho de Henrique, Guilherme, suspeitava de Luciano e contou que ele havia espalhado que iria "pegar" quem escreveu "veado" no capô de seu carro.

Cinco dias depois, Luciano foi preso temporariamente por 30 dias, apontado como o principal suspeito do crime. Isso porque o corpo de Henrique foi encontrado jogado num precipício e, a poucos metros da vítima, os policiais acharam uma pequena bolsa com a carteira funcional do guarda-vidas, cartões de crédito e até uma foto dele com sua mulher. A Polícia Civil descartou a hipótese de latrocínio ao perceber que Henrique ainda usava um relógio e um cordão de ouro.

 
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